{"id":2731,"date":"2024-04-03T08:18:54","date_gmt":"2024-04-03T08:18:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caiadoimmigration.com\/?p=2731"},"modified":"2024-04-03T10:40:55","modified_gmt":"2024-04-03T10:40:55","slug":"publicadas-as-alteracoes-a-lei-da-nacionalidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caiadoimmigration.com\/pt-pt\/publicadas-as-alteracoes-a-lei-da-nacionalidade\/","title":{"rendered":"Publicadas as altera\u00e7\u00f5es \u00e0 Lei da Nacionalidade"},"content":{"rendered":"<p class=\"ws-lead\">A elimina\u00e7\u00e3o da limita\u00e7\u00e3o de idade no acesso \u00e0 nacionalidade atrav\u00e9s da filia\u00e7\u00e3o e o regime de naturaliza\u00e7\u00e3o de descendentes de Judeus Sefarditas s\u00e3o algumas das mat\u00e9rias que sofrem altera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><b>Autores:<\/b> Maria Pinheiro, Advogada Associada, e Olga Stelmashchuk, Advogada Estagi\u00e1ria<\/p>\n<p><b> Atualiza\u00e7\u00e3o 2:<\/b> Foi publicada a d\u00e9cima altera\u00e7\u00e3o \u00e0 Lei n.\u00ba 37\/81, de 3 de outubro, aprovando um conjunto de altera\u00e7\u00f5es legislativas, dando um novo sentido \u00e0 Lei da Nacionalidade.<\/p>\n<p><b> Atualiza\u00e7\u00e3o 1:<\/b> Na sequ\u00eancia do nosso artigo sobre as altera\u00e7\u00f5es \u00e0 Lei da Nacionalidade em Portugal, o Presidente da Rep\u00fablica, Marcelo Rebelo de Sousa, promulgou o diploma no dia 24 de fevereiro, ap\u00f3s pron\u00fancia do Tribunal Constitucional Portugu\u00eas no sentido da sua constitucionalidade. Espera-se agora a publica\u00e7\u00e3o da nova legisla\u00e7\u00e3o no Di\u00e1rio da Rep\u00fablica.<\/p>\n<div style=\"border-top:1px solid #e0e0e0; margin:40px 0;\"><\/div>\n<p class=\"ws-lead\">Na passada sexta-feira, o Parlamento portugu\u00eas votou a d\u00e9cima altera\u00e7\u00e3o \u00e0 Lei n.\u00ba 37\/81, de 3 de outubro, aprovando um conjunto de altera\u00e7\u00f5es legislativas, dando um novo sentido \u00e0 Lei da Nacionalidade.<\/p>\n<ul class=\"ws-list\">\n<li><b>Elimina\u00e7\u00e3o da limita\u00e7\u00e3o de idade no acesso \u00e0 nacionalidade atrav\u00e9s da filia\u00e7\u00e3o:<\/b>\u00a0Destacamos, desde logo, a revoga\u00e7\u00e3o do artigo 14.\u00ba da referida lei, com a ep\u00edgrafe,\u00a0<em>\u00abEfeitos do estabelecimento da filia\u00e7\u00e3o\u00bb<\/em>\u00a0que fazia depender os efeitos da nacionalidade da filia\u00e7\u00e3o estabelecida durante a menoridade, caindo por terra a necessidade de a filia\u00e7\u00e3o ser reconhecida at\u00e9 aos 18 anos de idade. Com a revoga\u00e7\u00e3o do referido artigo, a filia\u00e7\u00e3o estabelecida na maioridade permite, tamb\u00e9m, a obten\u00e7\u00e3o da nacionalidade portuguesa quando a filia\u00e7\u00e3o\u00a0<em>\u201cocorra na sequ\u00eancia de processo judicial ou quando seja objeto de reconhecimento em a\u00e7\u00e3o judicial\u201d<\/em>, sendo que a atribui\u00e7\u00e3o da nacionalidade deve ser requerida nos tr\u00eas anos seguintes ao tr\u00e2nsito em julgado da decis\u00e3o.<\/li>\n<li><b> Regime de naturaliza\u00e7\u00e3o de descendentes de Judeus Sefarditas: \u00e9, realmente, o fim?<\/b>\u00a0Entre as altera\u00e7\u00f5es mais relevantes, destacamos as mudan\u00e7as a aplicar ao regime de naturaliza\u00e7\u00e3o de descendentes de judeus sefarditas portugueses. N\u00e3o obstante o fim anunciado, desde Abril do ano passado, a verdade \u00e9 que n\u00e3o assistiremos \u2013 pelo menos para j\u00e1 \u2013 ao fim.\n<\/li>\n<\/ul>\n<div style=\"margin-top: 40px;\"><\/div>\n<p>Segundo as novas altera\u00e7\u00f5es, a nacionalidade por naturaliza\u00e7\u00e3o de descendentes de Judeus Sefarditas Portugueses poder\u00e1 continuar a ser concedida, com dispensa dos requisitos previstos nas al\u00edneas b) e c) do n.\u00ba 1 do artigo 6.\u00ba da referida Lei da Nacionalidade, desde que preencham\u00a0<strong>cumulativamente<\/strong>\u00a0os seguintes requisitos:<\/p>\n<ol class=\"ws-ol-list\">\n<li><i>Demonstrem a tradi\u00e7\u00e3o de perten\u00e7a a uma comunidade sefardita de origem portuguesa, com base em requisitos objetivos comprovados de liga\u00e7\u00e3o a Portugal, designadamente apelidos, idioma familiar, descend\u00eancia direta ou colateral; e<\/i><\/li>\n<li><i>Tenham residido legalmente em territ\u00f3rio portugu\u00eas pelo per\u00edodo de pelo menos tr\u00eas anos, seguidos ou interpolados.<\/i><\/li>\n<\/ol>\n<p>Ora, se quanto ao \u00faltimo requisito n\u00e3o se colocam d\u00favidas de prova, o mesmo j\u00e1 n\u00e3o sucede com a demonstra\u00e7\u00e3o da liga\u00e7\u00e3o a Portugal que fica sujeita a uma certifica\u00e7\u00e3o e homologa\u00e7\u00e3o do pedido por parte de uma comiss\u00e3o de avalia\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria nomeada pelo Governo, composta por\u00a0<em>\u201crepresentantes dos servi\u00e7os competentes em raz\u00e3o da mat\u00e9ria, investigadores ou docentes em institui\u00e7\u00f5es de ensino superior em estudos sefarditas e representantes de comunidades judaicas\u201d<\/em>\u00a0portuguesas.<\/p>\n<div style=\"margin-top: 40px;\"><\/div>\n<p>No que respeita aos pedidos pendentes apresentados antes da entrada em vigor da lei sobre a qual nos debru\u00e7amos, a demonstra\u00e7\u00e3o da tradi\u00e7\u00e3o de perten\u00e7a a uma comunidade sefardita de origem portuguesa pode ser feita atrav\u00e9s\u00a0<strong>da demonstra\u00e7\u00e3o da titularidade sobre im\u00f3veis recebidos por heran\u00e7a ou quotas em empresas;<\/strong> <em>ou prova de desloca\u00e7\u00f5es regulares a Portugal que atestem uma liga\u00e7\u00e3o efetiva e duradoura a Portugal; ou da titularidade de autoriza\u00e7\u00e3o de resid\u00eancia h\u00e1 mais de um ano.<\/em><\/p>\n<ol class=\"ws-ol-list\">\n<li><strong>Possibilidade de suspens\u00e3o dos procedimentos de aquisi\u00e7\u00e3o de nacionalidade:<\/strong>\u00a0ficou, ainda, consolidada a possibilidade de suspens\u00e3o do procedimento de aquisi\u00e7\u00e3o de nacionalidade portuguesa quando o respetivo requerente for alvo de\u00a0<em>\u00abmedidas restritivas aprovadas pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas ou pela Uni\u00e3o Europeia\u00bb<\/em>, ou seja, cidad\u00e3os nacionais de pa\u00edses terceiros aos quais foram aplicadas san\u00e7\u00f5es europeias.\n<\/li>\n<li><strong>Altera\u00e7\u00e3o da contagem do per\u00edodo de resid\u00eancia exigido para a apresenta\u00e7\u00e3o do pedido de nacionalidade:<\/strong>\u00a0Para os efeitos de contagem de prazos de resid\u00eancia legal em territ\u00f3rio nacional, previstos no n.\u00ba 1 do artigo 6\u00ba da Lei em apre\u00e7o, tornava-se poss\u00edvel requerer a nacionalidade portuguesa por naturaliza\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a comprova\u00e7\u00e3o de que o requerente residiu, em Portugal, durante pelo menos 5 anos a contar da data da emiss\u00e3o do primeiro t\u00edtulo de autoriza\u00e7\u00e3o de resid\u00eancia.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Ora, a altera\u00e7\u00e3o agora aprovada pelo Parlamento, consubstanciada no artigo 15.\u00ba da Lei da Nacionalidade, pretende que se considere tamb\u00e9m, para efeitos de contagem,\u00a0\u201co tempo decorrido desde o momento em que foi requerido o t\u00edtulo de resid\u00eancia tempor\u00e1ria, desde que o mesmo venha a ser deferido\u201d.<\/p>\n<p>Desta forma, a considera\u00e7\u00e3o do tempo de espera para o pedido de resid\u00eancia no per\u00edodo de cinco anos necess\u00e1rio para requerer a nacionalidade portuguesa, permitir\u00e1 atenuar os constrangimentos resultantes dos atrasos das autoridades no processamento dos pedidos de resid\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A elimina\u00e7\u00e3o da limita\u00e7\u00e3o de idade no acesso \u00e0 nacionalidade atrav\u00e9s da filia\u00e7\u00e3o e o regime de naturaliza\u00e7\u00e3o de descendentes de Judeus Sefarditas s\u00e3o algumas das mat\u00e9rias que sofrem altera\u00e7\u00f5es. Autores: Maria Pinheiro, Advogada Associada, e Olga Stelmashchuk, Advogada Estagi\u00e1ria Atualiza\u00e7\u00e3o 2: Foi publicada a&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2736,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2731","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.caiadoimmigration.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2731","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.caiadoimmigration.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.caiadoimmigration.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caiadoimmigration.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caiadoimmigration.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2731"}],"version-history":[{"count":22,"href":"https:\/\/www.caiadoimmigration.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2731\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2826,"href":"https:\/\/www.caiadoimmigration.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2731\/revisions\/2826"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caiadoimmigration.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2736"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.caiadoimmigration.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2731"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caiadoimmigration.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2731"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caiadoimmigration.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2731"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}